
Dada a especificidade da infância, diversas representações sobre este período da vida do indivíduo marcam a produção literária, artística e cultural dos diversos grupos e sociedades. As representações sobre a infância portam tanto uma interpretação deste momento da vida quanto um projeto para o adulto que a criança se tornará. Buscando exemplificar esta variedade de representações, uma vez que sempre que a criança e a infância são retratada elas são representadas, teremos:
• o discurso legal do Estatuto da Criança e do Adolescente que apresenta uma infância a ser protegida, portanto frágil;
• em O Pequeno Príncipe, teremos uma infância fantástica, como momento de descoberta e de encantamento do mundo;
• em Lobo Solitário, o personagem Ogami Daigoro representa a "infância não infantilizada" ao demonstrar um comportamento de adulto perante as adversidades;
• nesta página, a concepção biológica e sociológica da infância enquanto momento de maturação do organismo, do aprendizado das relações sociais e da submissão às condições ambientais.
O surgimento de um discurso sobre a infância está vinculado à emergência da percepção da especificidade do infantil na modernidade, como demonstra Philippe Ariès em A história Social da Criança e da Família.

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